ProTEJO queixa-se à Comissão Europeia contra Portugal e Espanha por “má gestão” da bacia do Tejo

O movimento ambientalista proTEJO vai apresentar uma queixa à Comissão Europeia contra Portugal e Espanha por “má gestão” da água da bacia do Tejo, tendo afirmado que o rio está “refém” dos interesses económicos das hidroeléctricas espanholas e portuguesas, “de maximização do lucro e variabilidade dos caudais, o que prejudica os ecossistemas”. 

Segundo os ambientalistas, a inexistência de caudais ecológicos regulares e a qualidade da água estão intimamente relacionados, situação que vai contra a Diretiva Quadro da Água, e que consubstancia a queixa que será apresentada à Comissão Europeia por má gestão da água na bacia do Tejo. 

O proTEJO afirma-se também contra a construção de obras hidráulicas desnecessárias à bacia do Tejo com enormes custos para os contribuintes, estimando 360 milhões de euros para a nova barragem no rio Ocresa (em estudo pela Agência Portuguesa do Ambiente); 4500 milhões de euros para o projeto Tejo (que prevê 4 novos açudes e 2 novas barragens de Abrantes até Lisboa, para fornecer água à agricultura intensiva da Lezíria do Tejo e Oeste); e 100 milhões de euros para o transvase desde o rio Zêzere, no Cabril, até ao rio Tejo, em Belver“... 

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